Hoje eu quis desenhar uma árvore.
Talvez pelo simples desejo de plantar coisas.
Minha nostalgia de menino que não cresceu são as marcas do tempo e de minhas expressões.
Braço é curto, tudo longe.
Busco só.
O entendimento lógico de cada curva do meu tempo.
O alcance de minhas próprias promessas.
Escrituras de frases soltas cheias de sentido em sua própria essência.
Coragem de um agora infinito, cheio de quebra-molas em abismo.
A calmaria de meu silêncio, ansioso pela previsão do tempo de amanhã.
Um monte de desejos pequenos, entulho em meu quertinho de despejos.
Empurro para depois coisas que já deveriam ter sido feitas, mas não.
Insisto nas pendências de meus pressentimentos presentes, mas eu prefiro investir em meus balões de sonhos.
É que pareço esperar respostas de cartas que ainda não mandei.
Cartas não escritas, que o correio não veio buscar...
Conversar pausado com um sem fim de expectativas e decepções. Mais ainda, medo.
Pulo, sorriso, pausa, distração.
Esse fim de semana tem que dar praia...
Se não, assim mesmo, eu pinto de amarelo o meu sol do meio dia.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Vida revirada.
Assim como o mexido feito com a comida de ontem: janta.
Saudade.
Descontrole de meu tempo, que agora não é mais meu.
Cabelo que já cabe num rabo pequeno de cavalo novo, com fogo nas patas, correndo em direção ao mar.......
Hoje, pela primeira vez, depois de todos os outros dias que vieram antes de hoje, fez sol.
Isso me alegrou.
Senti mais saudade.
Pena que meus pensamentos não chegam imediatamente em sintonia.
Sinto pelos hiatos deixados, e pelas palavras não escritas.
Um suspiro de quem quer se enxergar aqui, neste lugar.
...
A vida segue, cheia de boas surpresas.
Em poucos e intensos dias, eu me desencontrei por completo, voltei em pensamento para Barcelona, me arrependi, voltei de novo, quis ser outra pessoa, chorei baixinho, rezei, tomei cerveja sozinho em minha casa provisória, comprei chocolate, me matriculei em uma academia perto de casa, que também é perto do trabalho, que também é perto de todas as outras coisas desse pequeno e imenso universo a ser decoberto e explorado com meus sentidos e meus sentimentos.
Em poucos e intensos dias, eu virei gente grande, com chefe e colegas de trabalho, com horário a cumprir, contas a prestar, gente a cumprimentar e a obedecer.
Em poucos e intensos dias eu comprei novos CDs e novas revistas, aluguei uma outra casa da qual ainda não tenho as chaves, fiquei sem dormir para trabalhar, me senti só, me senti pequenininho feito gente que ainda não sabe falar, só para tentar aprender tudo de novo, aos poucos e devagar.
Em poucos e intensos dias, eu mudei o rumo de toda a minha vida, abracei um outro mundo, olhei prá lagoa e me senti privilegiado por estar aqui.
Em poucos e intensos dias, eu usei blusa de frio, saí de carro ouvindo música alta, me molhei na chuva, conheci novas pessoas, dei abraços e até dancei forró.
Em poucos em intensos dias, eu revi quase todos os meus princípios sobre minha profissão, comprei um novo telefone, escolhi meu novo número, amei e aprendi a cantar novas músicas.
Em poucos e intensos dias, eu comi boa comida e paguei o preço de minhas escolhas.
Em poucos e intensos dias eu gastei todo o dinheiro que eu tinha, andei mais de mil e duzentos quilômetros em meu bom e velho carro preto, sorri com piadas cheias de novos sotaques e aprendi a comer açaí na tigela.
Em poucos e intensos dias, eu viajei de avião e perdi a conexão [de quase tudo, diga-se!].
Em pouco e intensos dias, desde o dia em que saí de casa e cheguei em meu novo horizonte, eu aprendi novamente um monte de coisas que achava que já sabia.
Em poucos e intensos dias, três semanas, menos de um mês, nada mais.
Assim é um pedaço de minha vida na ilha, onde eu posso estender os braços e tocar em tudo isso - desde que faça sol, desde que eu entenda que todo fim é um começo e que todo começo é um passo, um sopro, um sim.
Assim como o mexido feito com a comida de ontem: janta.
Saudade.
Descontrole de meu tempo, que agora não é mais meu.
Cabelo que já cabe num rabo pequeno de cavalo novo, com fogo nas patas, correndo em direção ao mar.......
Hoje, pela primeira vez, depois de todos os outros dias que vieram antes de hoje, fez sol.
Isso me alegrou.
Senti mais saudade.
Pena que meus pensamentos não chegam imediatamente em sintonia.
Sinto pelos hiatos deixados, e pelas palavras não escritas.
Um suspiro de quem quer se enxergar aqui, neste lugar.
...
A vida segue, cheia de boas surpresas.
Em poucos e intensos dias, eu me desencontrei por completo, voltei em pensamento para Barcelona, me arrependi, voltei de novo, quis ser outra pessoa, chorei baixinho, rezei, tomei cerveja sozinho em minha casa provisória, comprei chocolate, me matriculei em uma academia perto de casa, que também é perto do trabalho, que também é perto de todas as outras coisas desse pequeno e imenso universo a ser decoberto e explorado com meus sentidos e meus sentimentos.
Em poucos e intensos dias, eu virei gente grande, com chefe e colegas de trabalho, com horário a cumprir, contas a prestar, gente a cumprimentar e a obedecer.
Em poucos e intensos dias eu comprei novos CDs e novas revistas, aluguei uma outra casa da qual ainda não tenho as chaves, fiquei sem dormir para trabalhar, me senti só, me senti pequenininho feito gente que ainda não sabe falar, só para tentar aprender tudo de novo, aos poucos e devagar.
Em poucos e intensos dias, eu mudei o rumo de toda a minha vida, abracei um outro mundo, olhei prá lagoa e me senti privilegiado por estar aqui.
Em poucos e intensos dias, eu usei blusa de frio, saí de carro ouvindo música alta, me molhei na chuva, conheci novas pessoas, dei abraços e até dancei forró.
Em poucos em intensos dias, eu revi quase todos os meus princípios sobre minha profissão, comprei um novo telefone, escolhi meu novo número, amei e aprendi a cantar novas músicas.
Em poucos e intensos dias, eu comi boa comida e paguei o preço de minhas escolhas.
Em poucos e intensos dias eu gastei todo o dinheiro que eu tinha, andei mais de mil e duzentos quilômetros em meu bom e velho carro preto, sorri com piadas cheias de novos sotaques e aprendi a comer açaí na tigela.
Em poucos e intensos dias, eu viajei de avião e perdi a conexão [de quase tudo, diga-se!].
Em pouco e intensos dias, desde o dia em que saí de casa e cheguei em meu novo horizonte, eu aprendi novamente um monte de coisas que achava que já sabia.
Em poucos e intensos dias, três semanas, menos de um mês, nada mais.
Assim é um pedaço de minha vida na ilha, onde eu posso estender os braços e tocar em tudo isso - desde que faça sol, desde que eu entenda que todo fim é um começo e que todo começo é um passo, um sopro, um sim.
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