Todo tempo que inventa ser pouco, pede pra ser intenso.
Todo tempo que inventa ser pouco, parece ser um tempo de espera que, impaciente, cisma em ser um tempo de respostas.
Ando mesmo na velociadade do fôlego que resta, no final do final, cheio de pequenas e imensas expectativas a cumprir e a viver.
Coisas a fazer e esperar ainda hoje, respostas a dar e a receber ainda hoje, quando o ano não sabe mais se arrasta ou se voa.
Ando com pressa do que há de ser agora, porque esse mesmo tempo não quer esperar.
O outro tempo, esse que já foi gerado, feito do novelo de minhas histórias a viver, pede pra chegar e entrar em cena.
E nesse cenário de pequenas saudades e grandes promessas, eu tento organizar a pauta do dia e frear o ritmo das coisas involuntárias.
Gente amada longe, gente perto que aos poucos, ganha estatus de amor.
Insisto: é da raiz que vem o alimento.
E isso o tempo tem insistido em me lembrar.
Diariamente, um pedaço de mim vai longe e pede a bênção aos meus.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Dizem: uma das últimas vezes quando faltou luz na ilha, foram necessárias 48 horas para que ela se acendesse novamente.
Da última vez, perdi uma noite de trabalho, mas ganhei uma noite de sono.
Hoje, talvez a falta de luz tenha sido apenas um reflexo de mim. Ainda bem que a energia elétrica voltou.
E que isso seja um bom sinal para o meu dia de amanhã. E para os próximos também.
Da última vez, perdi uma noite de trabalho, mas ganhei uma noite de sono.
Hoje, talvez a falta de luz tenha sido apenas um reflexo de mim. Ainda bem que a energia elétrica voltou.
E que isso seja um bom sinal para o meu dia de amanhã. E para os próximos também.
sábado, 5 de dezembro de 2009
Alguns dias sem passar por aqui.
Os dias e as noites tem sido cheios na ilha. Tempos de muitos afazeres e compromissos, que insistem em ser sociais. Sim, insistem.
Pensando bem, tenho tentado criar raízes. São delas o alimento de qualquer alma de pássaro.
...
Sábado, fim de tarde.
Maré em minhas pernas, como se quisesse matar a saudade.
É verdade.
O mar voltou de viagem e veio de novo morar bem perto de mim.
Basta um passo, dois no máximo.
Ali está ele, com seus barulhos e sussuros, vozes e afetos, ímpetos e abraços.
E eu, assim, nesse fim de dia, com a minha solidão que eu aprendi a deliciar como se fosse sobremesa.
Salve, salve, o verão que tudo cura!
Sim, espero que ele cure.
Banhos de mar.
Banhos de lavar a alma.
Os dias e as noites tem sido cheios na ilha. Tempos de muitos afazeres e compromissos, que insistem em ser sociais. Sim, insistem.
Pensando bem, tenho tentado criar raízes. São delas o alimento de qualquer alma de pássaro.
...
Sábado, fim de tarde.
Maré em minhas pernas, como se quisesse matar a saudade.
É verdade.
O mar voltou de viagem e veio de novo morar bem perto de mim.
Basta um passo, dois no máximo.
Ali está ele, com seus barulhos e sussuros, vozes e afetos, ímpetos e abraços.
E eu, assim, nesse fim de dia, com a minha solidão que eu aprendi a deliciar como se fosse sobremesa.
Salve, salve, o verão que tudo cura!
Sim, espero que ele cure.
Banhos de mar.
Banhos de lavar a alma.
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