11.
Nome do ano.
Só pra lembrar.
Lembrar das expectativas que giram em torno dos próximos dias.
Lembrar de que existem projetos, desejos, buscas.
Os dias por aqui tem sido de sol e anunciam mudanças.
Sempre tive certo apego a endereços, correspondências e relações entre remetentes e destinatários.
Isso explica algumas coisas, inclusive o nome deste blog.
As histórias dele são, com certeza, fruto do meu estar em algum lugar relevante. Pelo menos pra mim, sim.
Endereço é, acima de tudo, referência - e tê-la é imprescindível.
Isso, justifica, inclusive, o retorno: endereço da gente é lugar pra onde a gente volta. E eu já disse isso repetidas vezes, inclusive aqui.
Endereço da gente é lugar do abraço, do sorriso gratuito, dos olhares que se entendem.
Endereço da gente é cama feita, cheiro familiar, espaço de cada um.
Mais um passo e meu endereço muda.
Mais outro, mudam-se os destinos das pessoas, das cartas e dos envelopes que me vêm visitar.
Vai ver, estou assim, querendo desarrumar pra arrumar de novo, querendo entender o que passa ao meu redor agora.
Tudo é novo. Inclusive isso que escrevo, com a mesma espontaneidade de quem conversa sincera e despretensiosamente consigo mesmo.
O mais bonito desse assunto é entender que, depois de um tempo vivido, nenhum recomeço é isento de influências. Todo recomeço traz as marcas do que já foi escrito antes - a gente é um pouco de tudo aquilo que já passou por nós. Assim a vida vai tomando forma, assim a gente vai mudando a nossa própria forma: a forma que a gente dá pra vida e a forma que a gente assume diante dela.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
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