Uma taquicardia anônima, crônica, mas consciente.
Um desejo.
Um obstáculo que se acende a cada dia.
Isso é sinal de que há muito tempo eu aprendi a caminhar.
Passo, depois outro.
O caminho escurece e a pequena lanterna que eu levo comigo respira fundo para entender-se sol.
O caminho pede mesmo vagalumes.
Mas sigo.
Passo, depois outro.
Sinto como se vivesse agora a narrativa tragicômica de minha mãe me ensinando a andar de bicicleta.
Era medo que eu sentia naquela manhã.
Era como se minha queda fizesse parte dos meus próximos minutos.
Mas era recompensador o abraço e a certeza de ter alguém por perto.
Uma solidão anônima, crônica, mas consciente.
Parte de minhas escolhas
Fruto de meus passos.
Isso é sinal de que há muito tempo eu aprendi a caminhar.
domingo, 25 de maio de 2008
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