Já faz algum tempo que não venho aqui.
Deixar impressões de uns dias que tenho vivido.
Talvez por falta de tempo.
Mas isso é desculpa besta de gente que não consegue administrar seus múltiplos tentáculos pós-modernos.
[…]
É mais fácil abraçar só seu mundo.
Tenta abraçar mundo inteiro, não.
Tenta não, que te faltará tempo.
E te faltarão forças.
Abraça só seu mundo. E só.
Amplia suas esquinas à medida de cada passo seu.
Nem mais, nem menos.
Só o ritmo de um, depois doutro, de um, depois doutro.
Tenta ser maior que seu abraço, não.
Assim a gente sofre.
Tenta abraçar só aquilo que circunscreve seu mundo.
Só o que te toca, o que te alcança, só o que é seu.
E não é que a gente tem que ser rasteiro, não.
Isso, nunca.
Só falo mesmo prá poder não sofrer.
Só falo mesmo para buscar além, na justa medida em que o além se faz acessível.
Sofre, não.
Tudo tem seu dia.
Tudo tem sua medida.
É como se a vida fosse semente.
Tem um dia que ela aparece vestida de árvore.
E aí, a partir daí, é só a nobreza da sombra.
quarta-feira, 18 de junho de 2008
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