Acabo de reler a suposta cronologia de meus escritos.
Cronologia feita de hiatos e fendas.
Muitos hiatos.
Suspiros, sílabas faltantes.
Os textos também se escrevem na memória.
Na verdade, só se escrevem aí. Ou, pelo menos, nascem aí.
E não é que eu não os tenha escrito em algum momento desses meus últimos dias sem tempo.
É simplesmente porque viajar é uma preocupação urgente e o tempo é egoísta.
Num golpe de vista: tempo é relatividade absoluta.
Lugar é qualquer espaço de mim: é só estar. E querer estar ali.
Vai, meu filho, voa.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
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