E aí, eu digo:
Às vezes, dá vontade de segurar os ponteiros que medem as horas e dizer pra os ouvidos do tempo: "pára e me escuta!"
E aproveitar esse segundo de hiato de nossas correrias que atropelam até a saudade que a gente sente, pegar o carrinho preto, sair por aí, atravessar o mar, colar com fita crepe asas de papagaio nele, fazê-lo voar, caminhar à pé e bater na sua porta.
Depois de chegar, posso com alívio soltar os ponteiros presos por minha mão de unhas roídas. Agora, sim: eles podem continuar a caminhar.
E eu estarei confortável, no abraço, na presença.
E tranquilo, por estar bem perto.
Saudade do mínimo.
Da menor de todas as coisas.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
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