quarta-feira, 18 de junho de 2008

Inquietude, inquietude, inquietude.
Clichê de meia-noite.
Uma vontade de gritar, mas uma vontade de gritar para ninguém.
O silêncio covarde de minha inércia.
Era só o silêncio.
E o fim de.
Inquieto eu, de tão quieto que estou.
Em silêncio pareço-me mais comigo mesmo.
Falando me assusto.
Talvez porque assim me mostro.
Carne viva.
Viva.
Isso é imprescindível.
Hoje, me meti em um saco plástico para respirar meu próprio ar.
Ar de mim.
Oxigênio velho, já respirado.
Gás.
Difícil concatenação de minhas partículas em estado gasoso.
Fluido.
Volátil.
Vento querendo voar em seu próprio vento.
Sopro querendo soprar o seu próprio sopro.

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